Pelo 14º ano consecutivo, a Confiance Medical esteve presente no Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB). A 34ª edição aconteceu de 18 a 20 de agosto de 2026, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília, sob o tema “Saúde: a escolha que transforma o País”.
Quatorze anos é tempo suficiente para que uma presença deixe de ser participação e passe a ser relação. Ao longo dessas edições, vimos hospitais realizarem sua primeira cirurgia por vídeo e projetos que começaram como conversa de estande se transformarem em centro cirúrgico funcionando.
Um congresso que traduz o tamanho da saúde filantrópica
A Confederação reúne 19 federações estaduais e cerca de 1.802 hospitais sem fins lucrativos, instituições responsáveis por aproximadamente 60% das internações de alta complexidade do SUS e presentes em mais de 1.700 municípios brasileiros.
Esses números explicam por que o evento importa tanto. Quando se fala em ampliar o acesso a qualquer tecnologia de saúde no Brasil, é impossível fazer isso sem passar pelas Santas Casas.
A edição de 2026 trouxe um formato integrado, com a Arena 360 concentrando programação científica, fóruns temáticos e feira de negócios em um mesmo ambiente. Os debates percorreram temas decisivos para o setor: gestão estratégica de recursos, impactos da reforma tributária sobre os hospitais imunes, inovação e geração de valor em saúde, qualidade e segurança do paciente. O encerramento contou com a participação do Ministério da Saúde.
Videocirurgia é pauta de acesso, não apenas de tecnologia
A cirurgia minimamente invasiva deixou de ser exceção e virou rotina nos centros cirúrgicos brasileiros. O SUS registrou 192.159 videolaparoscopias em 2023, contra 174.850 no ano anterior. O crescimento é real, mas a distribuição ainda não é.
No Brasil, em média, apenas cerca de 40% das cirurgias de vesícula são realizadas por acesso minimamente invasivo, enquanto países mais desenvolvidos operam cerca de 90% de seus procedimentos por vídeo. Essa diferença não é uma estatística abstrata: ela é a distância entre um paciente que recebe alta em um ou dois dias e outro que passa uma semana internado, com uma cicatriz que vai acompanhá-lo pelo resto da vida.
Para um hospital filantrópico, isso se traduz em vários planos ao mesmo tempo:
- Para o paciente: menor agressão à parede abdominal ou torácica, o que costuma significar recuperação mais rápida e menos dor no pós-operatório.
- Para a gestão do leito: internações mais curtas liberam leitos com mais velocidade. Em instituição que convive com fila cirúrgica represada, giro de leito é acesso.
- Para a instituição: mais procedimentos realizados no mesmo período, com impacto direto sobre a produção e o faturamento SUS.
- Para o corpo clínico: hospitais com parque cirúrgico atualizado atraem e retêm equipes. Cirurgião vai onde consegue operar bem, e essa é hoje uma das maiores dores das Santas Casas.
Como isso acontece na prática
A tecnologia existe. O desafio quase nunca é técnico, é viabilizar. Cada instituição chega com uma realidade distinta: uma tem recurso de investimento definido e precisa de apoio na especificação, outra prefere preservar caixa e tem volume cirúrgico para sustentar um contrato mensal, com manutenção e backup previstos, uma terceira tem o equipamento mas não tem quem instrumente.
Por isso trabalhamos com projetos sob medida, construídos a partir do volume e da complexidade cirúrgica reais de cada hospital: aquisição com apoio técnico na especificação e participação em licitações e pregões eletrônicos, locação em contratos de 12 a 60 meses, serviços de instrumentação, treinamento para cirurgiões, enfermagem e engenharia clínica, e assistência técnica contínua.
Para muitas Santas Casas, o gargalo não está em escolher o equipamento, está no convênio, no processo e no edital. Por isso oferecemos também larga experiência em processos Siconv e convênios, com acompanhamento desde o planejamento do projeto até o treinamento das equipes.
Tecnologia nacional como fator de acesso
A Confiance nasceu em 2002, no Rio de Janeiro, e desenvolve hardware e software internamente. Em 2008, tornamo-nos a primeira empresa brasileira autorizada pela Anvisa a fabricar e comercializar Fonte de Xenon e insuflador de CO₂ microprocessado para videolaparoscopia, e depois a primeira fabricante nacional de câmera Full HD. Hoje são mais de 12.000 produtos instalados em todo o país.
Para uma Santa Casa, indústria nacional significa coisas muito concretas: engenharia acessível, prazo de resposta menor, peças disponíveis no Brasil e treinamento em português. Quando o pós-venda não precisa atravessar um oceano, a continuidade cirúrgica fica mais fácil de sustentar.
Obrigado a quem passou pelo nosso estande
Recebemos no estande provedores, diretores, administradores hospitalares, engenheiros clínicos e cirurgiões de todas as regiões do país. Nenhuma dessas conversas termina no congresso: cada uma vira uma visita, um dimensionamento, um apoio na construção de proposta, um treinamento.
Agradecemos à CMB pela acolhida de sempre, às federações estaduais e a cada instituição que compartilhou conosco suas histórias e seus projetos.
Seguimos com o nosso Sonho Grande: acabar com a cicatriz da cirurgia aberta. Nossa meta é evitar 700 km de cicatrizes até o fim de 2026, a distância entre a nossa fábrica, no Rio de Janeiro, e Florianópolis. Cada sistema instalado em uma Santa Casa ou hospital filantrópico nos aproxima dela.
Quatorze anos depois, a conclusão continua a mesma: tecnologia só transforma quando chega. E, no Brasil, ela chega através das Santas Casas.
Sua instituição está avaliando estruturar ou ampliar o serviço de videocirurgia?
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