A maior especialista em equipamentos de videocirurgia no Brasil

Integração no centro cirúrgico: por que sistemas que “conversam entre si” fazem diferença na rotina da videocirurgia.

Quantos minutos uma cirurgia perde por falta de integração entre equipamentos e quanto isso custa ao hospital em agenda, produtividade e previsibilidade?

A rotina de um centro cirúrgico é marcada por decisões rápidas, múltiplos equipamentos em funcionamento simultâneo e a necessidade constante de precisão. Na videocirurgia, isso fica ainda mais evidente.

O desafio dos sistemas desconectados

Em muitos centros cirúrgicos, ainda é comum encontrar equipamentos de diferentes fabricantes operando de forma totalmente independente. Microcâmera, fonte de luz, insuflador, gravador e monitor funcionam como ilhas, exigindo ajustes manuais, múltiplos comandos e atenção constante da equipe.

Esse cenário pode gerar ruídos na operação, perda de tempo durante o preparo da sala, maior risco de erro humano e uma experiência menos fluida para o cirurgião. Pequenos atrasos ou falhas de comunicação entre equipamentos impactam diretamente a produtividade da sala e, em casos mais críticos, a segurança do procedimento.

O que muda com sistemas integrados

Sistemas integrados transformam essa dinâmica. Quando os equipamentos são pensados para atuar de forma conjunta, o centro cirúrgico ganha em fluidez operacional. Funções passam a ser controladas de maneira mais centralizada, comandos se tornam mais intuitivos e o preparo da sala tende a ser mais rápido e previsível.

Além disso, a integração reduz a necessidade de intervenções manuais constantes, permitindo que a equipe foque no que realmente importa: o procedimento cirúrgico e o paciente. O resultado é uma rotina mais organizada, com menos interrupções e maior eficiência.

Ergonomia, segurança e eficiência: o impacto para o cirurgião

A integração entre os sistemas do centro cirúrgico tem impacto direto na ergonomia, na segurança assistencial e na eficiência operacional. Esse é um ponto discutido na literatura, principalmente em procedimentos minimamente invasivos, onde o cirurgião depende intensamente da interação com equipamentos eletrônicos ao longo de toda a cirurgia.

Um exemplo é o estudo “Operating hurts: a study of EAES surgeons”, publicado na National Library of Medicine, que discute a presença de dor e desconforto ocupacional em cirurgiões e reforça como fatores de ambiente e trabalho importam na prática. Outro trabalho de referência, “Ergonomics and Musculoskeletal Health of the Surgeon”, aborda como deficiências ergonômicas no centro cirúrgico se associam a lesões e sintomas ao longo da carreira, especialmente em procedimentos prolongados.

Quando o sistema é integrado, parte do esforço do dia a dia tende a diminuir: menos troca de interface, menos ajustes repetitivos, menos interrupções durante o procedimento. Na prática, isso favorece conforto, concentração e precisão para o cirurgião e, para a equipe de apoio, menos ajustes paralelos e mais clareza sobre o funcionamento do sistema como um todo.

O papel do Sistema Confiance Medical (SCM) na integração do centro cirúrgico

Dentro desse contexto, a Confiance Medical desenvolveu o Sistema Confiance Medical (SCM), uma plataforma de comunicação que permite a integração e o controle inteligente dos equipamentos do sistema de videocirurgia.

Por meio do SCM, os dispositivos passam a “conversar entre si”, criando uma operação mais coordenada e previsível. Essa integração possibilita, por exemplo, o controle de funções por interfaces unificadas e, quando aplicável, diretamente pela cabeça da câmera, reduzindo intervenções manuais e otimizando o fluxo cirúrgico. O SCM foi pensado para a realidade hospitalar brasileira: intuitivo, funcional e alinhado às rotinas das equipes. Ele não adiciona complexidade ao processo, mas simplifica a operação, padroniza o uso dos equipamentos e contribui para uma experiência cirúrgica mais segura e eficiente.

Impacto financeiro

No centro cirúrgico, o tempo de sala operatória representa custo direto. Assim, minutos perdidos com ajustes, interrupções operacionais ou inconsistências entre sistemas não impactam apenas a duração do ato cirúrgico, mas também o consumo de um dos recursos mais onerosos do hospital.

Nesse sentido, um benchmark publicado na JAMA Surgery por Childers e Maggard-Gibbons estimou o custo médio do minuto de sala operatória em aproximadamente US$ 36 a US$ 37, com base em dados financeiros de hospitais de curto prazo da Califórnia (ano fiscal de 2014).

A integração no contexto da videocirurgia deve ser tratada como um fator de padronização e controle operacional, e não apenas como diferencial tecnológico. Ao reduzir intervenções manuais, simplificar comandos e tornar o sistema mais previsível, soluções integradas contribuem para uma rotina mais consistente, com menor risco operacional e melhor sustentação da produtividade do centro cirúrgico.

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